Uli Costa
Uli Costa, cabocla urbana, cantora e compositora, nos brinda com um repertório fortemente afro-brasileiro e afro-latino, com influências da cumbia, do samba, do jazz, dos terreiros e do rap.
Além do trabalho solo, Uli é também vocalista da banda Sandália de Prata e integrante do grupo Vozes Bugras. Já fez duetos com grandes nomes da música como Elza Soares, Totó La Momposina (Colômbia), Jair Rodrigues, Wilson Simoninha, Emicida, Fernanda Abreu, Bnegão, Ellen Oléria, Curumin, Marku Ribas, Raul de Souza, Kiko Dinucci, Bebeto, Luis Vagner, Geovana, entre outros.
Seu primeiro trabalho solo, “Quem Sou Eu", lançado em 2013, teve ótima acolhida da crítica e a turnê passou por Medellin, na Colômbia (selecionada para a Circulart, um dos eventos mais importantes do mercado da música na América Latina), Quito, no Equador, Barcelona e Santiago de Compostela, na Espanha e Dortmund, na Alemanha, a convite da rádio Funkhauss Europa, no Domicil Club, uma das casas de jazz e world music mais importantes do mundo.
À frente da banda Sandália de Prata esteve também em Moscou, representando a música brasileira ao lado de artistas como Hermeto Pascoal, Mart'nália e Emicida, dentre outros. No Brasil tem se apresentado em importantes palcos como o teatro do Sesc Pompéia, Teatro Paulo Autran, palco principal do Festival de Inverno de Garanhuns, Auditório Ibirapuera, Blue Note SP, dentre outros. A cantora também integra o grupo Vozes Bugras, formado somente por mulheres, com um trabalho de pesquisa musical baseado em um repertório de canções Iorubá, Tupi-Guarani e também no cancioneiro popular do interior do Brasil.
- Ully Costa – Quem Sou Eu (2013)
- Uli Costa e Sandália de Prata (2025)
Uli Costa e Sandália de Prata
O disco tem a produção da dupla Brazuk, formada pelos vencedores do Grammy Latino Júlio Fejuca (Liniker, Marcelo D2, Emicida) e Ricardo Gama (Milton Nascimento, Chitãozinho e Xororó, Sambô), além da própria Uli Costa, que também assina a produção.
Com uma atmosfera solar, otimista, dançante e urbana, as oito canções trazem sonoridades tão diversas quanto samba, rap, afrobeat, jazz, MPB e soul, com ecos de Cassiano, Tim Maia, Fela Kuti, Elis Regina e Evinha, porém com identidade e personalidade próprias da banda.
O universo de composições conta com a colaboração de Ellen Oléria em “Leriado”, um pagode classudo e romântico, Saulo Duarte na luminosa “Amanheceu”, que abre o álbum com um lindo arranjo de cordas que remete a Curtis Mayfield e “Descendo essa ladeira (Piquenique)”, na qual Uli Costa divide os vocais em uma deliciosa e preguiçosa prosa com Jota.pê. Lino Krizz segue dando a tônica otimista em “Nesse Lugar”, canção que tem a participação especial do DJ Nato PK (que participa ainda de outras três faixas) e o carioca João Sabiá chega com a romântica e malemolente “Vamo confiar”, sexy candidata a hit das pistas. “Roupa de tirar” é um provocante samba-rock-rap em parceria de Tássia Reis e Uli Costa exaltando o poder feminino na letra e nas vozes, além de Fejuca e Gama na base.
A hipnótica e potente “Preta nobre”, parceria de Uli Costa com Edivaldo Gonçalves traz clara inspiração no afrobeat e referências ao clássico dos bailes black Check my machine, de Paul McCartney, além de um sample do poema Me Gritaron Negra, de Victoria Santa Cruz, ícone da cultura afro-peruana. Fechando o álbum, Uli e banda nos brindam com o belo samba de terreiro “Amuletos”, de Fred Dutra, Cláudio Alcântara e Sérgio Dantas.
O projeto tem o patrocínio do #Proac2023, Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo.






